
Integração Sensorial
O Asas nos Pés em Vila Real, dispõe de salas de integração sensorial equipadas, com equipa especializada em avaliação e intervenção no processamento sensorial em crianças. A integração sensorial é uma das áreas centrais da terapia ocupacional pediátrica que oferecemos.


O Que é a Integração Sensorial?
Todos os dias, o nosso cérebro recebe milhares de informações através dos sentidos. Sentimos a roupa na pele, ouvimos sons à nossa volta, percebemos se estamos sentados ou em movimento, ajustamos a força com que pegamos num copo, mantemos o equilíbrio ao caminhar e reagimos ao que acontece no ambiente.
A integração sensorial é o processo neurológico que permite ao cérebro receber, organizar, interpretar e utilizar estas informações sensoriais para que possamos responder de forma adequada às situações do dia a dia.
Foi a terapeuta ocupacional e investigadora A. Jean Ayres quem desenvolveu a Teoria da Integração Sensorial. Segundo Ayres, este processo permite que a informação que vem do corpo e do ambiente seja organizada pelo sistema nervoso, tornando possível usar o corpo de forma eficaz nas atividades do quotidiano.
Integração sensorial: uma base invisível para o dia a dia
A integração sensorial acontece de forma automática, sem termos de pensar nela. Quando funciona bem, ajuda-nos a brincar, a aprender, a vestir, a comer, a escrever, a correr, a manter a atenção, a regular emoções e a participar nas rotinas familiares, escolares e sociais.
Por exemplo:
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ficar sentada na cadeira sem cair ou escorregar;
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usar a força certa para escrever sem rasgar a folha;
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tolerar o toque da roupa no corpo, tolerar cortar o cabelo;
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coordenar os movimentos ao subir escadas;
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manter a atenção numa sala com ruído;
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organizar o corpo durante uma brincadeira;
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adaptar-se a mudanças de atividade.
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Ou seja, a integração sensorial não está apenas relacionada com “sentir”. Está profundamente ligada à função, à participação e à forma como a criança se envolve no mundo.
Quando a integração sensorial não funciona de forma equilibrada
Cada pessoa tem preferências sensoriais. Há quem goste de ambientes movimentados e barulhentos, e há quem precise de silêncio. Há crianças que adoram andar de baloiço, mexer em tinta e saltar, enquanto outras evitam essas experiências.
Isto nem sempre significa que existe uma dificuldade. No entanto, quando as respostas sensoriais interferem com a vida diária, podem surgir desafios importantes.
Uma criança pode, por exemplo:
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recusar certas roupas porque “picam” ou “arranham”;
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tapar os ouvidos com sons que outras pessoas toleram bem;
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ter muita dificuldade em ficar sentada à mesa ou na sala de aula;
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procurar constantemente movimento, saltos ou impacto corporal;
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evitar sujar as mãos com areia, cola ou tinta;
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parecer desastrada, cair com frequência ou bater nos objetos;
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ter dificuldades nas rotinas de higiene, alimentação ou sono;
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ficar rapidamente sobrecarregada e mostrar comportamentos pouco ajustados em supermercados, festas ou locais com muita gente.
Estes comportamentos são muitas vezes interpretados como birra, falta de educação, preguiça ou oposição. Mas, em alguns casos, podem ser sinais de que o sistema sensorial da criança está a ter dificuldade em organizar a informação que recebe.
No ASAS nos Pés, encontrará terapeutas ocupacionais com formação avançada em Integração Sensorial e salas devidamente equipadas.
Acreditamos que compreender a forma como cada criança sente, organiza e responde ao mundo é essencial para a ajudar a crescer com mais segurança, autonomia e confiança.
Em vez de vermos apenas uma criança “difícil”, “irrequieta” ou “esquisita”, podemos começar a perguntar:
"será que esta criança está a sentir o mundo de uma forma mais intensa, confusa ou desafiante?"
Os sistemas sensoriais: mais do que os cinco sentidos
Quando falamos de sentidos, é comum pensarmos logo nos cinco sentidos mais conhecidos:
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Visão, que nos ajuda a perceber formas, cores, movimento e distância.
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Audição, que nos permite escutar sons, vozes, ruídos e ritmos.
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Tato, que nos dá informação sobre texturas, temperatura, pressão e dor.
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Paladar, que nos ajuda a reconhecer sabores.
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Olfato, que nos permite identificar cheiros.
Mas, na integração sensorial, há outros sistemas muito importantes, embora menos falados.
Os sentidos “escondidos”: vestibular e propriocetivo
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O sistema vestibular está relacionado com o movimento, o equilíbrio e a noção de onde estamos no espaço. Ajuda-nos a manter a postura, a coordenar movimentos e a sentir segurança quando corremos, saltamos, balançamos ou mudamos de posição.
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O sistema propriocetivo informa o cérebro sobre a posição dos músculos e articulações. É o sentido que nos ajuda a saber onde estão os braços e as pernas sem termos de olhar para eles. Também nos ajuda a dosear a força, por exemplo ao abraçar alguém sem apertar demasiado, ao empurrar uma porta ou ao escrever sem partir a ponta do lápis.
O terapeuta ocupacional com formação específica em Integração Sensorial avalia a forma como a criança processa a informação dos sentidos e como isso influencia a sua participação nas atividades do dia a dia.
